sexta-feira

Representante de Gaddafi sonda em Londres possível saída para o líder líbio

Ministério de Relações Exteriores britânico reforça que ditador deve deixar o poder

Zohra Bensemra/Reuters
Apoiadores do governo defendem Gaddafi nas ruas de Trípoli
Um enviado do líder líbio, Muammar Gaddafi, conversou nos últimos dias em Londres com funcionários do governo britânico e aparentemente sondou uma possível saída para o coronel e sua família, informou nesta sexta-feira (1º) a imprensa britânica.


Trata-se de Mohammed Ismail, assistente de um dos filhos de Gaddafi, a quem os representantes do governo britânico disseram o mesmo que o primeiro-ministro, David Cameron, expressou em público: que o coronel precisa deixar o poder. Essa foi a opinião unânime dos integrantes do Ministério de Relações Exteriores britânico.
- Em todos os contatos que estabelecemos deixamos claro que Gaddafi tem que deixar o poder.

Segundo a rede de televião BBC, Ismail, assessor de Saif al Islam Gaddafi, o filho do coronel que estudou na London School of Economics, visitou a capital britânica nos últimos dias. O ministério se negou a comentar a visita, indicando que não irão falar continuamente sobre seus contatos com autoridades líbias. A posição oficial do Governo britânico é a de encorajar todos os que cercam Gaddafi a abandonar o que qualificam de "regime brutal".
Na capital britânica correm rumores de que os filhos do líder líbio, especialmente Saif al Islam, Saadi e Mutassim, querem discutir estratégias de saída, seja para toda a família, seja só para o coronel.
Na quarta-feira (30) ocorreu o primeiro abandono voluntário, quando o chanceler líbio, Mussa Kussa, voou para o Reino Unido, onde explicou que não queria seguir representando o regime líbio.

Da Redação com R7

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