sexta-feira

Radiação da central de Fukushima se espalha pelo Hemisfério Norte

Kim Kyung-hoon/08.04.2011/ReutersKim Kyung-hoon/08.04.2011/Reuters

Menina Saki Watanabe, de quatro anos, passa por exame para detectar radiação em seu corpo em um abrigo na cidade de Koriyama para moradores que tiveram que deixar suas casas ao redor da central nuclear de Fukushima

Pequenos traços de emissões radioativas procedentes da usina nuclear japonesa de Fukushima se espalharam por todo o Hemisfério Norte do planeta, informou em Viena a Comissão para a Proibição Total de Testes Nucleares (CTBTO).
Segundo um comunicado, esse organismo apontou que seu sistema de vigilância descobriu isótopos radioativos de iodo-131 e, sobretudo, césio-137, que podem ser claramente identificados por sua origem: a usina nuclear de Fukushima, gravemente danificada pelo terremoto e posterior tsunami do dia 11 de março.
Até agora, mais de 30 estações de medição forneceram informação sobre a dispersão de partículas radioativas e de gases nobres da usina japonesa. Essas substâncias foram primeiro detectadas na Rússia oriental, no dia 14 de março, e dois dias mais tarde na costa oeste dos Estados Unidos.
A CTBTO não avalia os possíveis danos para a saúde desses traços, mas a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) das Nações Unidas reiterou que as concentrações são tão pequenas que não representam nenhum perigo para a saúde.
Nove dias depois do acidente, a nuvem radioativa de Fukushima já tinha cruzado a América do Norte e, três dias mais tarde, uma estação de controle da CTBTO na Islândia já havia detectado materiais radioativos, com o que tinha chegado à Europa.
Duas semanas após o terremoto, os traços radioativos do acidente nuclear foram encontrados em todo o Hemisfério Norte, onde permanecem confinados visto que o equador atua como divisa das massas de vento entre os hemisférios Norte e Sul, segundo esta organização com sede em Viena.

A CTBTO lembrou que seus sistemas de vigilância são projetados para detectar quantidades minúsculas de isótopos radioativos, incluindo iodo-131, césio-137 e gases nobres, até um número de poucos átomos.
Esse organismo disponibiliza seus dados para cerca de 1.200 instituições acadêmicas e científicas de 120 países-membros, que podem dispor livremente da informação, que a compartilha agora com AIEA e a Organização Mundial da Saúde (OMS). 

Da Redação  com R7

Nenhum comentário:

Postar um comentário