terça-feira

Homens ficam feridos após acidente no Brejo da Paraíba

Dois homens ficaram feridos na tarde desta segunda-feira (21), após um acidente envolvendo duas motocicletas na PB 097, entre as cidades de Pilões e Areia, no Brejo paraibano.
Foto: Notícia PB
De acordo com as informações de testemunhas, as vítimas supostamente embriagadas, sobraram em uma curva, quando trafegavam em uma motocicleta Suzuki 125, cor vermelha de placa NPW-2556 de Cuitegi.
Geraldo Salustiano da Silva, 46, e Damião Ferreira de Lima, caíram em uma barreira de tijolos. Os homens foram socorridos para o Hospital Regional de Guarabira.
Geraldo sofreu graves ferimentos na cabeça. Já o garupa teve escoriações. As vítimas serão encaminhadas para o Hospital de Trauma Senador Humberto Lucena em João Pessoa.

Mário Luiz (Carioca) com Correio

Agentes penitenciários apreendem celulares, drogas e armas

Agentes penitenciários apreendem celulares, drogas e armas
 A Secretaria de Administração Penitenciária apreendeu, neste final de semana, 55 aparelhos celulares, carregadores, mais de 100 pedras de crack, além de facas e espetos, nos Presídios Feminino e Sílvio Porto. A medida integra o programa de contenção qualificada, que utiliza ações de inteligência e aplica a tecnologia (detectores de metal, câmeras e outros equipamentos).

Essas ações integram um dos eixos do plano estratégico da Secretaria de Administração Penitenciária, que vem sendo implementado pelo secretário Washington França e tem dificultado a ação de quadrilhas organizadas que agem na Paraíba, com conexões em outros Estados.

"O resultado tem sido muito positivo, especialmente com suporte às ações de segurança pública, num trabalho integrado que nem sempre pode ser revelado, mas que tem sido bastante elogiado por contribuir com a redução da criminalidade, especialmente os crimes violentos letais intencionais - homicídios e latrocínios", disse Washington França.

O gerente executivo do Sistema Penitenciário, tenente coronel Arnaldo Sobrinho, por sua vez, disse que a polícia cumpre o seu papel institucional em investigar e prender integrantes de organizações criminosas que se encontram em liberdade. "Cabe ao sistema penitenciário custodiá-los e contê-los adequadamente e assim estamos procedendo, em ações integradas com a Polícia Militar, Civil e Federal, mediante disponibilização de informações de inteligência, que por razões de segurança não podem ser reveladas”, comentou.

Ele disse ainda que outras operações acontecerão "e o sistema penitenciário estará sempre disposto a colaborar no que for possível, especialmente com as ações de inteligência, que integram nosso programa de contenção qualificada e quanto a possíveis desvios de conduta de servidores, estamos cortando na própria carne, mediante instauração de sindicâncias e inquéritos administrativos.”

Ele comentou ainda que os presídios do Sertão estão com novos diretores que integram o Grupo Penitenciário de Operações Especiais - GPOE e são responsáveis pela implantação de um procedimento operacional padrão. "Isso tem provocado insatisfação por parte de parentes de apenados, mas não iremos recuar”, declarou o tenente coronel Arnaldo Sobrinho.

Mário Luiz (Carioca) com Secom-PB

Nove pessoas são detidas acusadas de assalto, tráfico e homicídios em Santa Rita


Nove pessoas foram detidas na tarde desta segunda-feira (21) acusadas de assaltos, tráfico de drogas e homicídios na região de Santa Rita, região metropolitana de João Pessoa.
De acordo com o major Cristovam Lucas, comandante do 7º BPM, policiais da Força Tática receberam a informação através de denúncia anônima pelo linha direta (8134 - 6188) de que uma casa na comunidade do Onze, no bairro Alto Populares, estava servindo de ponto de venda e consumo de drogas.
Foto: @emersonmofi
Ao chegar no local, os policiais encontraram nove pessoas consumindo drogas. 14 pedras de crack foram apreendidas, além de cachimbos que servem para o uso da droga.
O major Lucas confirmou que a quadrilha é apontada como a responsável pelo assassinato de um homem conhecido como ‘Abelha’, ocorrido na semana passada.

Mário Luiz (Carioca) com Correio

Cagepa: Anísio Maia quer saber detalhes do empréstimo

Anísio Maia revelou que a Assembleia Legislativa não pode aprovar um empréstimo de R$ 120 milhões


 O empréstimo solicitado pelo governador Ricardo Coutinho para quitar as dívidas da Cagepa motivou o pedido de uma audiência pelo deputado estadual Anísio Maia (PT), através da Comissão de Desenvolvimento da ALPB, com a diretoria da Companhia. Para o parlamentar, a população tem o direito de saber as informações sobre a situação em que o órgão se encontra.
Anísio Maia revelou que a Assembleia Legislativa não pode aprovar um empréstimo de R$ 120 milhões sem ter um diagnóstico exato do problema. “O governador quer que a AL dê o aval para um grande financiamento. Mas, ele nos deu apenas dados superficiais, não nos mostrou a real situação da empresa. Queremos saber a viabilidade, a infraestrutura, os gastos com a folha de pessoal, os planos de melhorias, os desperdícios, o patrimônio real, o que precisa ser substituído e o que não precisa. Enfim, precisamos ver a situação em que o órgão está. Seria uma irresponsabilidade nossa permitir o empréstimo sem ter estes dados”, revelou.
Ainda de acordo com o deputado, apesar da dívida da Cagepa ter aumentado durante o atual Governo, este não precisa temer, já que é um problema que vem se arrastando há vários anos. “Quando o Governo Ricardo Coutinho assumiu, a Cagepa já devia R$ 250 milhões, agora está devendo R$ 340 milhões. São dados confirmados pelo governador. Eu já vinha insistindo e dizendo que o órgão se encontrava em uma situação muito difícil. Finalmente o Governo admitiu. Isto mostra que tudo que a gente diz a gente prova. Mas, o Governo não precisa temer. Sabemos, através da história da Cagepa, que essa dívida tem sido inchada por vários governos, passando por Cássio Cunha Lima, Maranhão e Ricardo Coutinho. Portanto, a solicitação da Audiência Pública não é para atacar A ou B, e sim para estudar uma forma de salvar este patrimônio da Paraíba”, informou.

Mário Luiz (Carioca) com assessoria

País tem poucas salas especiais para ouvir crianças vítimas de estupro

Apesar de recomendação do CNJ, Brasil possui cerca de 70 salas.
Minas Gerais e Rio de Janeiro ainda não possuem sala especial, diz ONG.

Apesar de recomendação de 2010 do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) para a instalação de salas especiais para ouvir crianças vítimas de abuso sexual, existem atualmente no país pouco mais de 70, segundo dados da organização Childhood Brasil obtidos pelo G1.
Vara da Infância e Juventude de Rio Branco, no Acre, realiza depoimentos de crianças vítimas de estupro em sala especial desde 2010 (Foto: Divulgação/TJ-AC) 
Vara da Infância e Juventude de Rio Branco, no Acre, realiza depoimentos de crianças vítimas de estupro em sala especial desde 2010 (Foto: Divulgação/TJ-AC)
O objetivo do depoimento especial é diminuir o trauma das crianças e adolescentes nos depoimentos nos processos judiciais sobre o abuso. Para isso, tribunais têm sido orientados a instalar as salas especiais, semelhantes a um quarto de criança.
 
  De acordo com a ONG, Minas Gerais e Rio de Janeiro ainda não possuem nenhuma sala. O Rio Grande do Sul, pioneiro na experiência no país, com a primeira sala especial instalada em 2003, ainda possui a maior parte: 50% do total.
Segundo a recomendação 33 do CNJ, de novembro de 2010, os tribunais foram orientados a implementar “sistema de depoimento videogravado”, em ambiente separado da sala de audiência e com a participação de profissional especializado para atuar nessa prática.
Conforme os dados da ONG, o número de salas especiais vem crescendo, mesmo que lentamente. Em 2011, eram 43. O levantamento da organização com os dados de 2012 ainda está sendo finalizado. “Esse número deve ser um pouco maior, estamos levantando. Só São Paulo tem previsão para instalar mais 25 salas em 2012”, afirma Itamar Gonçalves, gerente de programas da Childhood Brasil.
No domingo (20), a apresentadora Maria da Graça Meneghel, a Xuxa, afirmou, em depoimento no quadro "O que vi da vida", do Fantástico, que sofreu abusos sexuais até os 13 anos de idade. Emocionada, disse que luta para que "nenhuma criança sofra" algo parecido. O desabafo da apresentadora, que participa de uma campanha contra o abuso sexual de crianças, fez com que a discussão sobre o assunto voltasse à tona.
Como funciona
Na sala especial, a vítima menor é interrogada apenas por uma psicóloga, que fica com um ponto eletrônico no ouvido. Cada estado possui uma estrutura própria. Alguns realizam a oitiva com um assistente social. Em Pernambuco, por exemplo, as crianças são ouvidas por pedagogos.
As perguntas são feitas e acompanhadas de outro local, por promotor, juiz e advogados. A ideia é que tudo ocorra em tempo real, com a transmissão por meio de microfones, câmera de vídeo e um monitor de televisão. “Não é somente o espaço, tem toda uma dinâmica, um método para receber a criança. Tem cartilha para a família”, explica Gonçalves. “A criança tem direito à voz e fala. Para garantir isso como um direito humano, temos que fazer de forma protegida.”
Sala do juiz e sala especial no Fórum Criminal Ministro Mário Guimarães, na Barra Funda, capital paulista; o sistema de transmissão informatizado ainda não foi instalado (Foto: Raul Zito/G1) 
Sala do juiz e sala especial no Fórum Criminal Ministro Mário Guimarães, na Barra Funda, capital paulista; o sistema de transmissão informatizado ainda não foi instalado, por isso, as duas salas ainda não estão ligadas (Foto: Raul Zito/G1)
No Rio Grande do Sul, a experiência começou com o nome de "depoimento sem dano", que depois foi padronizado pelo CNJ como "depoimento especial". “Sem dano nunca foi, por mais que se tome cautela, quando se toca em determinados assuntos com crianças vitimadas, sempre algum dano acontece. Por isso a mudança de nome”, afirma o desembargador Antonio Carlos Malheiros, coordenador da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça de São Paulo. “O que a gente quer é diminuir o máximo possível o sofrimento dela.”
‘Juiz não é preparado’
Para isso, afirma o desembargador, a intenção do TJ de São Paulo é instalar o equipamento em todas as varas do estado, que conta hoje com quatro instalados: no Fórum Barra Funda, na capital paulista, e nas Varas de Infância de Atibaia, Campinas e São Caetano do Sul. “É uma pretensão nossa, os recursos viriam do governo federal, que aprova esse projeto”, diz Malheiros.
“Para nós todos esses equipamentos são importantíssimos. Dependendo do juiz, pode assustar a criança. O juiz não é preparado. Vai ter juiz, por exemplo, que ao falar de uma penetração que a criança teve, é capaz de perguntar isso na lata. Aquela ferida que já está mal cicatrizada se abre. Porque na verdade a criança vai ter a marca disso o resto da vida. Não tem remédio”, completa.
Na Barra Funda, no entanto, o sistema ainda não está funcionando. O G1 foi até o fórum conhecer a sala especial (foto abaixo), que está no 1º andar junto à Vara de Violência Doméstica. O recinto já possui brinquedos, mas, por enquanto, serve apenas para um interrogatório não informatizado, feito pela psicóloga.
Sala especial é utilizada no Fórum da Barra Funda para depoimentos de crianças a psicólogos (Foto: Raul Zito/G1) 
Sala especial é utilizada no Fórum da Barra Funda apenas para depoimentos de crianças a psicólogos, sem a transmissão em tempo real (Foto: Raul Zito/G1)
Segundo a juíza Elaine Cristina Monteiro Cavalcanti, do Juizado da Vara de Violência Doméstica, o equipamento está no fórum, mas ainda faltam cabos para a instalação do sistema de transmissão.
Criança mais segura
Para juízes que já colocam em prática a experiência, o depoimento especial ajuda a diminuir o trauma das vítimas e também contribui para a tomada de decisões mais justas nos processos envolvendo o estupro de vulnerável.
“O depoimento especial foi muito importante, porque com a mediação de um profissional, um psicólogo, humaniza mais o depoimento, a criança fica mais à vontade, num ambiente mais próprio, se sente mais segura. Sem prejuízo da segurança jurídica”, afirma o juiz Romário Divino Faria, titular da 2ª Vara da Infância e da Juventude de Rio Branco, no Acre.
O depoimento especial existe na Vara desde 2010. Segundo o juiz, a técnica envolve um processo de aproximação da criança, por exemplo, abordando aspectos de sua vida, para deixá-la à vontade. Ela é ouvida por uma psicóloga em uma sala com decoração lúdica, monitorada por equipamentos de som e imagem.
Se a criança não consegue contar o que houve, a psicóloga também utilizada instrumentos auxiliares, como fantoches e bonecos. “No ambiente formal, a criança fica inibida, não tem muita espontaneidade na fala”, afirma o juiz.
Sala especial na Vara de Infância e Juventude de Rio Branco, no Acre (Foto: Divulgação/TJ-AC)Sala especial já funciona na Vara de Infância e Juventude de Rio Branco, no Acre (Foto: Divulgação/TJ-AC)
“Muitas delas não conseguiam falar da violência sofrida. Já com o método do depoimento especial, teve caso que foi submetida a novo depoimento, já teve mais espontaneidade e revelou o abuso", diz o magistrado. "Desde então já foram feitos centenas de depoimentos com bastante sucesso.”
Por que a Justiça?
O representante da Childhood afirma que a organização decidiu encampar a instalação das salas junto ao Judiciário depois de constatar, em um estudo feito em 2007, que uma criança era ouvida em média 7 vezes em um processo judicial --sem incluir os depoimentos anteriores, como os feitos à polícia e ao Conselho Tutelar.
Segundo Gonçalves, nesse quesito “o Brasil está bastante atrasado em relação aos outros países". "Os EUA têm uma experiência de quase 30 anos", afirma.
Salas especiais no Brasil em 2011
Sul
25 (Paraná e Rio Grande do Sul)
Sudeste
7 (São Paulo e Espírito Santo)
Nordeste
6 (Rio Grande do Norte, Pernambuco, Sergipe, Ceará, Maranhão e Paraíba)
Centro-Oeste
3 (Distrito Federal, Goiás e Mato Grosso)
Norte
2 (Acre e Pará)
Total
43 (23 apenas no RS)
Fonte: Childhood Brasil 2011
"No entanto, desde 2010 essa questão vem ganhando uma dimensão nacional, principalmente, depois da recomendação do CNJ. O que tem não é suficiente. Todas as Varas de Infância deveriam ter, pelo menos, uma sala”, completa.
“Se para um adulto já é difícil, para uma criança essa situação é muito pior. Um espaço frio, sisudo, na frente de adultos que ela não conhece. Elas acabavam desistindo. Diziam que tinham mentido”, afirma. "A apresentadora Xuxa levou mais de 40 anos para revelar um caso desses. Imagine uma criança comum."
Estudo do CNJ em parceria com o Ipea mostra que apenas 64 das 2.682 comarcas do país possuíam Vara exclusiva da Infância e Juventude até julho de 2010. Segundo publicação da ONG, a entrevista de crianças de forma protegida em salas especiais é aplicada em 28 países.
Casos extremos
Levantamento do G1 junto às decisões de segunda instância de todo o país em casos de estupro de vulnerável, ou seja, vítimas menores de 14 anos, mostra que juízes nem sempre estão preparados para interrogar crianças.
Em Campinas, um juiz chega a ser advertido por um desembargador sobre o modo como interrogou uma menina de 11 anos, que acusava um homem de 64 de molestá-la. “(...) advertiu-a [a vítima] diversas vezes, além de utilizar termos chulos com a garota”, escreveu o relator do caso, Silmar Fernandes.
O desembargador transcreveu parte das perguntas feitas pelo juiz: “Ele queria que você pusesse a boca no p... dele? ‘L: Não.’ (...) Ele chegou a por o p... pra fora da calça dele?” O réu estava em regime semiaberto, mesmo condenado a pena de 8 anos, quando a regra é o inicial fechado. O nome do juiz não aparece na decisão.
Silêncio
Outros depoimentos de vítimas mostram dificuldade ainda maior do que o constrangimento e o medo de denunciar nesse tipo de interrogatório. Em São Paulo, uma menina de 11 anos tentou dizer à mãe que havia sido vítima do tio, mas apenas sua professora conseguiu entendê-la. A menina era deficiente auditiva e tinha dificuldade na fala.
Eu falava para ele parar, que eu ia contar pra minha tia, aí ele falava para eu não contar, porque senão a minha tia ia separar dele. Eu não contava na hora, porque eu ficava com medo da minha tia separar dele e ficar triste"
Criança de 10 anos, vítima de estupro em processo no TJ do Distrito Federal
No depoimento ao juiz, ela foi auxiliada por uma intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais). Segundo o processo, ela disse que sua tia entrou no quarto, viu a cena, brigou com o acusado, mas não fez nada, pedindo para que ela ficasse quieta.
“Ao voltar para casa chorava muito e contou para sua mãe, mas não conseguia se expressar direito e sua mãe não entendia a linguagem de sinais; afirmou que o réu usou de violência física para segurá-la e o lençol ficou sujo de sangue”. O homem foi condenado a 10 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão.
Em outros casos, os depoimentos foram cruciais para condenar o réu. Em Samambaia, Distrito Federal, o depoimento de uma criança de 10 anos ajudou a condenar seu tio a 6 anos de reclusão. “Eu falava para ele parar, que eu ia contar pra minha tia, aí ele falava para eu não contar, porque senão a minha tia ia separar dele. Eu não contava na hora, porque eu ficava com medo da minha tia separar dele e ficar triste”, disse a menina ao juiz.
Procurado pelo G1, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais informou que ainda não possui sala especial e, até a publicação desta reportagem, não informou se há previsão para a instalação. O TJ do Rio de Janeiro informou, por meio de nota, que está providenciando o espaço, recursos materiais e pessoais para implementar o serviço, mas que é preciso fazer licitações para compra de material e pessoas qualificadas e treinadas para este fim. 

Mário Luiz (Carioca) com G1